• O actor português Vítor de Sousa lançou na passada terça-feira, em Lisboa, o seu disco “Xicuembo-Feitiçaria", em que declama trinta poetas de língua portuguesa, na sua maior africanos. Agostinho Neto, Amílcar Cabral e José Craveirinha são alguns dos poetas que fazem parte do reportório a que Vítor de Sousa empresta a voz. Parte dos lucros arrecadados serão doado ao Instituto de Apoio à Criança para projectos destinados à inserção social de crianças e jovens em risco, incluindo os de famílias oriundas dos PALOP.

    Vítor de Sousa, citado pela Agência Lusa, antes editou "Recados" (1987) e "António Aleixo, esta poesia que vos deixo" (2004), disse que um dos objectivos desde novo disco é “fugir à poesia panfletária e de revolução, dando a conhecer a riqueza e diversidade da língua portuguesa presente na lírica destes poetas, verdadeiros diamantes que não se devem delapidar".

    Entre os poemas escolhidos por Vítor Sousa, no ano em que comemora 40 anos de carreira, estão, de entre outros "Regresso", de Amílcar Cabral.

    Seleccionar estes poetas foi, de acordo com Vítor de Sousa, o mais difícil neste trabalho devido "à qualidade e riqueza da poesia". E, talvez por isso, também, Vítor de Sousa não destaca nenhum deles. Porque, alega o declamador, tem amor “a estes 30 poemas, entre todos os poemas que ama".

     


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  • Sagres Bohemia chega ao mercado nacional 

     

    Cerveja Sagres Bohemia é o mais novo produto, da Sociedade Central de Cervejas e Bebidas, lançada sexta-feira, 11, no mercado cabo-verdiano. Produzida em Portugal, a Sagres Bohemia apresenta-se em garrafas de 25 cl, com 6.2 por cento de álcool, e quem já a experimentou recomenda o seu consumo bem fresco.

    Com um sabor completamente diferente, a Sagres Bohemia tem no seu aroma perfumado a frutos, a tentação que sabe bem ao paladar. Especialistas, recomendam o seu consumo, de preferência à refeição, sobretudo se for uma especialidade de carne.

    Com o lançamento deste novo produto Sagres, no nosso país, a empresa produtora marca uma nova fase na sua história. É que Cabo Verde é o primeiro país, do estrangeiro, a comercializar este novo produto, que foi lançado há oito meses em Portugal.

    Ana Varanda, gestora da Sociedade para o mercado de Cabo Verde, justifica a escolha do nosso país, para lançar a Bohemia, pelo facto de sermos os principais consumidores da marca sagres: anualmente a Sociedade Central de Cervejas e Bebidas de Portugal, coloca

    em Cabo Verde</personname> qualquer coisa como 6 milhões de litros de cerveja, o que representa, para os cofres da Sociedade, cerca de 55 por cento no segmento das cervejas portuguesas importadas.

    No país a Sagres Bohemia é distribuída pela PROA.


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  • Air Luxor já voa para Praia

     

    A Air Luxor iniciou no Domingo,13, voos regulares para o Aeroporto da Praia, depois de em 2001, ter começado a efectuar voos para o Aeroporto Internacional Amílcar Cabral, no Sal.

    Eram precisamente 18h39, quando um Boeing da Air Luxor, com 107 passageiros a bordo aterrou no ADP, marcando uma nova etapa na história dessa companhia.

    A partir de agora, e aos domingos, a Air Luxor promete ligar a cidade da Praia ao aeroporto de Portela, em Lisboa e promete ainda conquistar os passageiros apresentando uma tarifa super atractiva, que ronda os 33 contos cabo-verdianos (Praia/Lisboa/Praia)

    Aos domingos, a ligação Lisboa/Praia será às 21h00, com chegada prevista para as 00h30, horas locais, devendo o mesmo aparelho seguir viagem, na madrugada de segunda-feira, às 2h15, para a capital lusa.

    A partir de Dezembro, garante a Supervisora da Air Luxor, na Praia, a companhia irá incluir mais um voo com destino à Praia. Serão voos regulares, assegurou. Aquele segundo voo será efectuado às quartas-feiras.

    Enquanto isso, a Air Luxor continuará a voar semanalmente para o Aeroporto do Sal, privilegiando voos do tipo charter, para um tipo de cliente completamente diferente. Aí os custos variam, uma vez que inclui o alojamento.

    Presente

    em Cabo Verde</personname>, desde <metricconverter w:st="on" productid="2001 a">2001 a</metricconverter> Air Luxor já investiu cerca de dois milhões e meio de euros, na construção do novo terminal e mais cerca de meio milhão de euros em equipamentos de handling.


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  • Deputado do PCD analisa desporto, na Praia, e constata

    O apoio tem sido “pontual, político e eleitoralista”

     

    O deputado do PCD, para o círculo eleitoral da Praia, Felisberto Cardoso, apreciou, negativamente, a situação do desporto na cidade da Praia. Cardoso, que falava sexta-feira à imprensa, por ocasião do Dia do Desporto Nacional, criticou aquilo que considera ser falta de visão e políticas estratégicas das autoridades municipais da Praia e do próprio Governo, em matéria do desporto na capital cabo-verdiana, tendo mesmo afirmado que, em relação ao desporto, nesta cidade, “não há vontade, não há interesse, não é prioridade”, nem da autarquia, nem do Governo, e apelou à mudança desta situação, para o bem dos jovens.

    O PCD constata que existe uma deterioração, uma falta de coordenação e uma insensibilidade às necessidades dos jovens desportistas da capital. Felisberto Cardoso insurgiu-se também contra a realização do espectáculo musical, sábado, no Estádio da Várzea e disse mesmo: “não é legitimo que o Governo e a Câmara retirem dividendos políticos das suas acções, autorizando a utilização do estádio da Várzea para um espectáculo musical, prejudicando, directamente, o futebol praiense”.

    Segundo o deputado do PCD, o apoio para o desporto, nesta cidade, tem sido “pontual, político e eleitoralista”, e disse que, quer o Governo, quer a Câmara, “nunca assumiram, correctamente, as suas obrigações, em matéria do desporto e, particularmente, do futebol, na capital.

    Aquele parlamentar constata que a cidade da Praia não se desenvolveu, em termos da oferta, nem em quantidade, nem

    em qualidade. A</personname> estratégia de massificação desportiva não obteve resultados “a curto prazo”, referiu Cardoso, observando que ela foi de curta duração. Segundo ele, a estratégia da qualidade também não foi conseguida e exemplificou com a não iluminação dos campos da Várzea, do Coco e da Sucupira: citou também a não introdução da relva sintética, o que, para ele, “não passou de promessas de campanha”; referiu-se à recuperação dos campos dos subúrbios, que não foi acompanhada de manutenção e encontram-se em “degradação exponencial”. Observou que os clubes não têm recebido os referidos subsídios. “Por tudo isto, consideramos que o desporto devia ser tratado com paixão, com amor à Praia, mas também com razão”, referiu Cardoso, que, no entanto, constata que a capital está a perder a competitividade e a qualidade e quase passa para a periferia.

    Na visão do deputado, a cidade da Praia, que conta com 20 equipas federadas, divididas em dois escalões (1ª e 2ª), “devia estar na linha da frente”, e congratulou-se com algumas Câmaras (e citou a ilha do Sal) que, na sua opinião, não utilizam o desporto apenas no momento de “caça de votos”.

    Cardoso sugeriu a gestão das infra-estruturas desportivas por associações, e exortou a uma análise do desporto, “na horizontalidade”, para o bem da modalidade.


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  • A Polícia de Ordem Pública comemorou ontem, 15, os seus 135 anos. As actividades realizaram-se no Fogo, numas celebrações que a oposição diz ter sido ignorada

     

    As celebrações tiveram lugar na ilha do Fogo

     

    Comemoraram-se ontem, terça-feira, os 135 anos da Polícia de Ordem Pública. Este ano, as actividades centrais decorreram no Fogo, e reuniram dirigentes da POP, de todos os Comandos, autoridades nacionais e alguns populares, que se juntaram à festa. Mas com a acusação de politização do acto pelo meio.

    O líder parlamentar do MpD na Assembleia Municipal, Amadeu Barbosa, disse à nossa reportagem que “o Governo quis politizar ao máximo este acto e não convidou nem os eleitos municipais nem os dirigentes da oposição no Fogo, para nele tomarem parte.

    Esta atitude do Governo terá deixado mal o próprio Presidente da República e o Presidente da Câmara Municipal de S. Filipe, que nos seus discursos dirigiram-se aos eleitos municipais da ilha do Fogo.

    Amadeu Barbosa repudiou o acto do Executivo - que se fez representar pelo Ministro da Administração Interna -, “pela forma descarada como pretenderam comemorar o dia da POP”. 

    Antes de seguir para a ilha do Fogo, Júlio Correia, reconheceu, em entrevista à Rádio Nova no Mindelo, que a POP é uma instituição muito prestigiada,

    em Cabo Verde</personname>, e que, ano após ano, tem conquistado novas vitórias. Segundo aquele governante, há desafios novos para Cabo Verde, tendo dito que o nosso país elegeu a questão da sua abertura ao mundo e ao turismo como aspectos essenciais do seu desenvolvimento.

    A questão da segurança interna é de “importância capital” para o país, reconheceu Correia, lembrando que o Governo tem investido na POP, de forma a dotá-la de maiores e melhores meios. Neste particular, destacou a formação, neste ano, de pouco mais de duas centenas de novos agentes. “É a primeira vez que, num único ano, se formam tantos efectivos para a POP”, observou.

     Também destacou alguns avanços a nível da POP, tendo lembrado a aprovação do novo estatuto da Polícia, o que, na sua visão, “está a permitir” o desbloqueamento das carreiras dos profissionais desse sector, a aquisição de novos equipamentos, nomeadamente, coletes à prova de bala, postos móveis, equipamentos para detecção de metais, que, na óptica do ministro, são equipamentos modernos e necessários para os desafios em matéria de segurança interna.

    Na perspectiva do Ministro da Administração Interna, Cabo Verde é um país seguro, “ainda que possa ter acontecido algum pico de anormalidade, em termos da criminalidade”. “Cabo Verde é um país seguro”, afirmou Correia, e continuará a ser “mais seguro”. A segurança interna, segundo Júlio Correia, é uma matéria que deve merecer consenso nacional, de todos, independentemente das convicções políticas. “Não devemos desbaratar esse valor, a troco de qualquer motivação política”, referiu Correia, que, no entanto, apelou à necessidade de se encontrar consensos mais alargados, à escala do país, porque a segurança “é uma matéria de que Cabo Verde tem de falar a uma única voz”, e é um aspecto essencial para o desenvolvimento nacional.

     


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