• PCD e o dia do Desporto Nacional

    Deputado do PCD analisa desporto, na Praia, e constata

    O apoio tem sido “pontual, político e eleitoralista”

     

    O deputado do PCD, para o círculo eleitoral da Praia, Felisberto Cardoso, apreciou, negativamente, a situação do desporto na cidade da Praia. Cardoso, que falava sexta-feira à imprensa, por ocasião do Dia do Desporto Nacional, criticou aquilo que considera ser falta de visão e políticas estratégicas das autoridades municipais da Praia e do próprio Governo, em matéria do desporto na capital cabo-verdiana, tendo mesmo afirmado que, em relação ao desporto, nesta cidade, “não há vontade, não há interesse, não é prioridade”, nem da autarquia, nem do Governo, e apelou à mudança desta situação, para o bem dos jovens.

    O PCD constata que existe uma deterioração, uma falta de coordenação e uma insensibilidade às necessidades dos jovens desportistas da capital. Felisberto Cardoso insurgiu-se também contra a realização do espectáculo musical, sábado, no Estádio da Várzea e disse mesmo: “não é legitimo que o Governo e a Câmara retirem dividendos políticos das suas acções, autorizando a utilização do estádio da Várzea para um espectáculo musical, prejudicando, directamente, o futebol praiense”.

    Segundo o deputado do PCD, o apoio para o desporto, nesta cidade, tem sido “pontual, político e eleitoralista”, e disse que, quer o Governo, quer a Câmara, “nunca assumiram, correctamente, as suas obrigações, em matéria do desporto e, particularmente, do futebol, na capital.

    Aquele parlamentar constata que a cidade da Praia não se desenvolveu, em termos da oferta, nem em quantidade, nem

    em qualidade. A</personname> estratégia de massificação desportiva não obteve resultados “a curto prazo”, referiu Cardoso, observando que ela foi de curta duração. Segundo ele, a estratégia da qualidade também não foi conseguida e exemplificou com a não iluminação dos campos da Várzea, do Coco e da Sucupira: citou também a não introdução da relva sintética, o que, para ele, “não passou de promessas de campanha”; referiu-se à recuperação dos campos dos subúrbios, que não foi acompanhada de manutenção e encontram-se em “degradação exponencial”. Observou que os clubes não têm recebido os referidos subsídios. “Por tudo isto, consideramos que o desporto devia ser tratado com paixão, com amor à Praia, mas também com razão”, referiu Cardoso, que, no entanto, constata que a capital está a perder a competitividade e a qualidade e quase passa para a periferia.

    Na visão do deputado, a cidade da Praia, que conta com 20 equipas federadas, divididas em dois escalões (1ª e 2ª), “devia estar na linha da frente”, e congratulou-se com algumas Câmaras (e citou a ilha do Sal) que, na sua opinião, não utilizam o desporto apenas no momento de “caça de votos”.

    Cardoso sugeriu a gestão das infra-estruturas desportivas por associações, e exortou a uma análise do desporto, “na horizontalidade”, para o bem da modalidade.


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