• EMIGRAÇÃO: Vinda fala da sua experiência

    Vinda é emigrante em França e fala da nossa comunidade naquele país. Falta informação sobre a vida política e é muita burocracia junto dos serviços consulares, aliada aos atrasos e publicidade “enganosa”, da TACV que se juntam à confusão no aeroporto do Sal, para não dizer dos voos que são cancelados sem aviso prévio

    Falta informações nas embaixadas

    Os obstáculos de quem vive na emigração

    Benvinda Vaz é uma cidadã, natural da Calheta de S. Miguel, residente

    em França. De</personname /> passagem por Cabo Verde onde veio matar as saudades da terra mãe, aquela emigrante aproveitou a oportunidade para estabelecer contacto com alguns órgãos de comunicação social, para dar-nos conta da situação dos cabo-verdianos, radicados naquele país do velho continente.

    Vinda, como é mais conhecida, começou por contar-nos que muitos dos cabo-verdianos, residentes naquele país, não têm sequer, informações da terra mãe, particularmente da situação política. Segundo nos revelou, há quem afirma que o “Estado de Cabo Verde não pensa em nós”, por isso, adianta, “não estamos minimamente” informados da situação da terra natal.

    Esta nossa informadora garante que existe um grupo de pessoas, nomeadamente, nesta época eleitoral, que tem percorrido vários pontos de França para passarem as suas informações, em tempo de campanha, numa clara caça ao voto, mas existem muitos compatriotas que dizem que não vão votar porque o “Estado de Cabo Verde nos trata mal”.

    Este mau tratamento, explica, acontece em vários momentos. Começa pela TACV, passa pelas alfândegas, prossegue nos aeroportos, com os consecutivos atrasos nos voos: são factos que terão influência na adesão às urnas: pelos menos cerca de “90 por centos dos cabo-verdianos” não irá às urnas, adverte.

    “Neste momento, pedem para votarmos neles, porque precisam de nós”, adianta Vinda que não se conforma com o facto de, quando chegarem ao país, “passarmos pela burocracia” do sistema.

    “Trazemos algo para os nossos pais, ou para investirmos no nosso país, temos problemas com alfândega”, denúncia, considerando que os emigrantes são tratados pelas autoridades nacionais como se fossem vacas. “Trazemos algo adquirido por mil euros, o Estado nos cobra mil e duzentos para o tirar da alfândega”, revela esta emigrante que há 21 anos procurou a vida noutras latitudes.

    Esta cidadã, também insurge-se contra aqueles que querem que os emigrantes votem com documentos estrangeiros, porque, diz ela, “não somos franceses”. Junto das entidades diplomáticas existe alguma burocracia em termos de distribuição de documentos. As informações são vedadas a algumas pessoas, diz a nossa fonte que, no entanto, garante que ela e um grupo de pessoas aguardam as informações para saber como se proceder, no próximo dia 22, para cumprirem o seu direito cívico. “Não há informação”, acusa, dizendo que junto da nossa embaixada, naquela cidade francesa, não há quem se preze em dar informações precisas sobre, como, por exemplo, investir

    em Cabo Verde.</personname /> “Precisamos de informações para sabermos como investir no nosso país, como se proceder quando regressamos definitivo”, pede Vinda.

    Relativamente à TACV, esta emigrante assegura que as informações não existem, e quando existem, não prestam. “Telefonamos, ninguém atende: quando atendem, esperámos cerca de 20 minutos”, diz esta crioula-francesa que acusa a TACV de falhar com o seu compromisso. Por exemplo, diz, “fazemos uma reserva e, quando vamos levantar o bilhete, a reserva está cancelada”. Quando se consegue, chega-se ao Sal e enfrentam-se inúmeras dificuldades para depois fazerem a ligação para as suas ilhas.

    Quanto ao custo das passagens, Vinda diz que é insuportável, chegando a ponto de termos emigrantes que vencem cerca de 50 contos, e pagam muito mais para uma passagem. Também esta emigrante insurge-se contra as publicidades da TACV que ela considera “enganosa”. É que aquela companhia publicita um serviço, e, quando se chega à agência, o preço da publicidade não existe, “enganaram-nos”, assevera.

     

     

     

     


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