• Com Pedro Pires nas fetas, Governo politiza dia da POP

    A Polícia de Ordem Pública comemorou ontem, 15, os seus 135 anos. As actividades realizaram-se no Fogo, numas celebrações que a oposição diz ter sido ignorada

     

    As celebrações tiveram lugar na ilha do Fogo

     

    Comemoraram-se ontem, terça-feira, os 135 anos da Polícia de Ordem Pública. Este ano, as actividades centrais decorreram no Fogo, e reuniram dirigentes da POP, de todos os Comandos, autoridades nacionais e alguns populares, que se juntaram à festa. Mas com a acusação de politização do acto pelo meio.

    O líder parlamentar do MpD na Assembleia Municipal, Amadeu Barbosa, disse à nossa reportagem que “o Governo quis politizar ao máximo este acto e não convidou nem os eleitos municipais nem os dirigentes da oposição no Fogo, para nele tomarem parte.

    Esta atitude do Governo terá deixado mal o próprio Presidente da República e o Presidente da Câmara Municipal de S. Filipe, que nos seus discursos dirigiram-se aos eleitos municipais da ilha do Fogo.

    Amadeu Barbosa repudiou o acto do Executivo - que se fez representar pelo Ministro da Administração Interna -, “pela forma descarada como pretenderam comemorar o dia da POP”. 

    Antes de seguir para a ilha do Fogo, Júlio Correia, reconheceu, em entrevista à Rádio Nova no Mindelo, que a POP é uma instituição muito prestigiada,

    em Cabo Verde</personname>, e que, ano após ano, tem conquistado novas vitórias. Segundo aquele governante, há desafios novos para Cabo Verde, tendo dito que o nosso país elegeu a questão da sua abertura ao mundo e ao turismo como aspectos essenciais do seu desenvolvimento.

    A questão da segurança interna é de “importância capital” para o país, reconheceu Correia, lembrando que o Governo tem investido na POP, de forma a dotá-la de maiores e melhores meios. Neste particular, destacou a formação, neste ano, de pouco mais de duas centenas de novos agentes. “É a primeira vez que, num único ano, se formam tantos efectivos para a POP”, observou.

     Também destacou alguns avanços a nível da POP, tendo lembrado a aprovação do novo estatuto da Polícia, o que, na sua visão, “está a permitir” o desbloqueamento das carreiras dos profissionais desse sector, a aquisição de novos equipamentos, nomeadamente, coletes à prova de bala, postos móveis, equipamentos para detecção de metais, que, na óptica do ministro, são equipamentos modernos e necessários para os desafios em matéria de segurança interna.

    Na perspectiva do Ministro da Administração Interna, Cabo Verde é um país seguro, “ainda que possa ter acontecido algum pico de anormalidade, em termos da criminalidade”. “Cabo Verde é um país seguro”, afirmou Correia, e continuará a ser “mais seguro”. A segurança interna, segundo Júlio Correia, é uma matéria que deve merecer consenso nacional, de todos, independentemente das convicções políticas. “Não devemos desbaratar esse valor, a troco de qualquer motivação política”, referiu Correia, que, no entanto, apelou à necessidade de se encontrar consensos mais alargados, à escala do país, porque a segurança “é uma matéria de que Cabo Verde tem de falar a uma única voz”, e é um aspecto essencial para o desenvolvimento nacional.

     


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